Um menino pega algumas bolinhas de gude e vai brincar com elas em um terreno baldio. Ao chegar lá, começa a jogá-las para o alto, batê-las entre si, e ele se diverte com isso, de forma realmente despreocupada.
Vendo aquilo, um homem chega ao garoto e lhe diz para fazer um buraco no chão, e que ele poderia tentar acertar as bolinhas dentro dele. Logo após isso, aproxima-se outro homem e diz ao garoto que ele tem uma idéia melhor. Cavando uma série de pequenos buracos ao longo do terreno, ele poderia pegar uma bolinha e tentar acertá-la em todos os buracos de forma seqüenciada, como no golfe. Então o primeiro homem disse que aquilo daria mais trabalho, e que a sua solução era mais conveniente.
Enquanto os homens discutiam, chegou um terceiro homem, dizendo ao garoto que ele deveria ignorar as idéias daqueles dois, e que a sua idéia era melhor que a de ambos. Então recomendou ao garoto que desenhasse um círculo no solo, separasse uma bolinha para si e colocasse todas as outras dentro daquele círculo, e que ele tentasse tirar as bolinhas de dentro do círculo atirando nelas a bolinha de sua mão. Após mal acabar de falar isso, o terceiro homem foi surpreendido por um quarto, dizendo que seria melhor que fosse desenhado um triângulo ao invés de um círculo. Os dois primeiros homens ouviram tudo aquilo e começaram a discutir com os outros dois. Um quinto homem que se aproximou começou a discutir com os outros quatro, mesmo sem saber do que estavam falando. E assim se prosseguiu com outros homens que ali chegavam. Transtornado com aquela situação, o garoto pegou suas bolinhas e foi embora, fato que os homens nem perceberam enqüanto continuavam discutindo.
Essa é minha maneira de explicar porque odeio filosofia.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
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